Pedi-te para ires embora, segurei as lágrimas que teimavam em cair e prendi a respiração por segundos, breves segundos que pareceram uma eternidade. Quando te vi alcançar a porta não te consegui deixar ir. Merda! Merda! Mais uma vez cedi, mais uma vez fui fraca e não consegui cumprir com o que eu mesma pedi. Não consegui deixar-te ir embora, não da maneira que estávamos os dois. Estou magoada, demasiado até, mas não sei viver sem ti, não sei te ver a partir sem te abraçar, sem sentir o teu cheiro mais uma vez. Pedir que voltes, que voltes sempre para mim. Não consegui. Talvez seja fraca ou talvez seja forte demais. Forte demais porque enfrentei a dor que sentia dentro de mim e não deixei que ela acabasse com tudo o que construímos até hoje. Tudo se cura, e nós juntos curamos tudo. Parece cliché dizer que não sei viver sem ti, não é? Mas a verdade é que o sinto mesmo. E todas as vezes que penso sequer na ideia de te perder sinto um nó no estômago e dói, dói o suficiente para não querer passar por isso. Não sou egoísta, não estou a lutar pela a nossa relação só por mim, estou a lutar por ti e por nós. Só quero fazer-te feliz, independentemente de tudo. Sei que tens um medo enorme que eu me canse de ti, que eu desista, mas não fazes ideia de que eu sinto o mesmo em relação a ti. Se depender de mim, prometo não desistir de ti como sempre prometi, e como até hoje tenho cumprido com a promessa."Há-de haver momentos em que sem querer te magoarei, momentos em que sem querer tocarei no lado errado da ferida. Mas o que nunca vai acontecer é desistir só porque perdi, parar só porque é mais fácil, ceder só porque dói construir. Porque só quem ama corre o risco de perder." Amo-te, para sempre.

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