"Como me sinto?"  Não sei como responder a uma pergunta tão simples. Sinto tanta coisa e ao mesmo tempo nada. Estou desiludida. Estou cansada. Estou farta que as pessoas só pensem nelas e no seu próprio beneficio. E eu? Onde fico no meio disto tudo? O que eu sinto não importa? Há dias que parece que não. Principalmente naqueles dias em que estou como segunda opção, em que está demasiado entretido com outra coisa e esquecesse que eu existo, e quando a diversão acaba, ah sim, lembra-se que eu existo. É, uma merda.  Sempre me disseram que amor com amor se paga, mas se fôssemos a fazer tudo o que as outras pessoas nos fazem, só estaríamos a fazer mal a nós próprios. Odeio sentir esta incapacidade de não conseguir controlar os meus sentimentos, principalmente os nervos que fervem à flor da pele. Estou cansada dos "não sei", das incertezas, das desilusões. Queria respostas certas, sem dúvidas. Mas parece que é pedir muito. Abdiquei de tanta coisa por ti, e há dias que me arrependo de o ter feito. Há dias que penso o quanto fui idiota em ceder aos teus caprichos, quando eu nunca te dei motivos para duvidar do quer quer fosse da minha parte. Já tu? Perdi a conta as vezes em que mentiste e utilizaste a típica desculpa do não te queria magoar. Mas magoaste oh idiota e ainda magoa. Magoa quando penso nisso, magoa quando desconfio de ti mesmo quando não quero desconfiar. E a culpa é tua. Tua porque conseguiste quebrar a confiança que tinha em ti. É engraçado porque mudou tanta coisa, mas o que eu sinto por ti continua intacto. Continuo a gostar de ti com a mesma intensidade que gostava antes de tudo isto acontecer. Mas hoje dói, e estou cansada de tudo. Cansa da vida. Cansada das pessoas. Até de ti, desculpa. 

"Uma vez me falaram que amar é como se jogar de um precipício sem saber se lá embaixo vai ter alguém para segurar a gente. Foi a melhor definição de amor que já ouvi." 

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